quarta-feira, 20 de março de 2013

Atchim

Lenços de papel. Resfenol. Chá Vicky. Nariz vermelho. Dores no corpo. Atchim! Canjinha da mãe... 3 minutos depois o microondas apitou. Acordei. Atchim! Foi só um delírio. Canja nada. Cup noodles - as dores e delícias de morar só.

terça-feira, 19 de março de 2013

Algumas coisas a gente não esquece

Tipo, a clássica: andar de bicicleta. Já contei os meus motivos* de, enfim, voltar a academia. Pois eu escolhi esse dia a dedo: o dia mais frio do ano, garoando e para completar, "naqueles dias". Haja desculpa para não ir, mas pensando no velhinho* (ou na falta de)... Eu persisti. E como algumas coisas a gente não esquece: lá fui eu e ajustei o assento no ossinho do quadril e a carga no mínimo, afinal, eu tô (re) começando. É justo. Tudo bem que lá pelas tantas o professor percebeu que estava muito leve e eu "dançava" na bike, mandou "Belisca essa carga. Aqui não é aula de dança". Depois de tanto "beliscar" eu já não aguentava mais, estava sem fôlego, em tontura iminente. Morta. E confesso, pensei em desistir, mas ai eu pensei. Não, eu não pensei no velhinho de novo. Pensei no meu muso mor: Ricardo Tozzi. E aí me ocorreu que ele poderia estar pedalando logo ali ao meu lado com aquele charmoso sorriso de canto. Já pensou que mico que seria se eu desistisse ali? Não, eu não poderia decepcioná-lo. Sei que isso parece loucura, mas dane-se. A mente é minha. A mente é sua. Pense em quem você quiser. No seu marido, na sua namorada, na Lara Croft ou no Thor. Use a mente a seu favor e quando pensar em desistir, pense naquela pessoa especial. Se o seu coração está vago, como o meu, invente e preencha. Vai na minha que funciona! Depois de pedalar feliz ao lado do meu muso, cai na real: a trilha do Marron 5 anunciava o final da aula. Ufa!
Até amanhã, Ricardo Tozzi. Eu te encontro na linha de chegada. Running class.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Amor e Saúde

Há algumas semanas, assisti o premiado filme "Amor", que conta a história de um casal de idosos que enfrentam uma dura rotina quando a esposa adoece. Rotina que pode ser de qualquer um de nós. Ao acabar o filme e o proposital silêncio nos créditos finais, olhei para os lados e pensei comigo "Com tantas pessoas sozinhas, o que serão delas? Será que terão um velhinho (a) fiel e dedicado para cuidar delas?" Enquanto a moça ao meu lado aos prantos chorava, eu me levantei e fui direto procurar uma academia. Já que arrumar um bom velhinho está difícil, é melhor me garantir. Para alguns aquele Amor virou Tristeza. Para mim, Saúde. Fui correr.

Perdas e Ganhos

Afinal tudo nesta vida é relativo. Quem fica feliz em perder?! Mas que tal perder a novela porque estava num bar com a melhor amiga? Perder tempo com um cara gato? Perder as contas de quantas vezes você chorou de rir com os seus irmãos? Ou então perder a voz no show da sua banda favorita? Eu me sinto num momento desses... eu estou muito feliz em perder.
Perdi 6kg, 5cm de cintura, 3 calças e 1 saia =)
Ganhei 2 furinhos no cinto, auto-estima e a saúde agradece!
E que venham as perdas, afinal com elas, podemos ter muitos ganhos nesta vida!

Setembro

Setembro. Sorri, chorei, costurei e meditei. Fui benzida e rezei. Masquei de chiclete a folha de coca. Dirigi numa cidade diferente. Eu me perdi. Me achei...e nao achei uma "Sayuri" na latinha da coca cola, mas sim nas montanhas. Dormi em 11 lugares diferentes. Vesti de gorro, boné a uma peruca loira e embora ao me vestir como uma solteira de Uros tenha se passado a impressao de eu ter ganhado 15k...g, foram só 1,5kg! Ufa! Andei, corri e brinquei. De gincana a lego. Cuidei. Cuidaram de mim. Por uma amiga eu atravessei o trópico de capricórnio. Oferendei folhas de coca a mama cocha e fechei o mes com um belo reencontro.
Um indio me disse que tenho várias versoes de mim mesma...
Como em setembro, espero viver belas experiencias e que em cada uma delas eu possa despertar cada uma das minhas versoes.
Seja bem vindo outubro!

domingo, 17 de março de 2013

Follow me

Sei que alguns lerão meu post e pensarão que eu me acho a última coca-cola do deserto. Por outro lado, pensando nos meus amigos que esperam por mais uma nova história / reflexão (e meu futuro livro rsrs) eu não poderia deixar de compartilhar um causo que me ocorreu hoje: 20h, caminhando pela Paulista um cara saiu correndo, literalmente, atrás de mim (e pasmem, desta vez não foi um mendigo rs). De ...forma muito inusitada me abordou dizendo que aquilo parecia estranho, mas que ele não poderia deixar de dizer que gostou muito dos meus olhos e do meu andar confiante. E para variar, como eu ando sempre desligada não faço idéia de onde esse sujeito brotou, mas, vamos lá, ele merece uns bons pontos, afinal, atitude é uma bela virtude.
Enfim, mas não era bem esse o fato que queria compartilhar, mas sim a reflexão que me ocorreu. Como sabem, tempos atrás um mendigo correu atrás de mim. Depois os curinthians correram atrás de mim. Hoje um cara normal (ou pelo menos penso que é rs) correu atrás de mim. Pela lógica da evolução, isso significa que o cara certo está a um passo de me encontrar, não acham?!?! hahahaha
Então, que venha 2013!!! A esperança nunca morre, ou melhor, corre! E que em 2013 não falte a esperança e a fé para aqueles que, assim como eu, também desejam ser encontrados! rsrsrs #as aventuras de sassa na cidade grande em busca dos "3Cs" perdido

Heroes

Desci do ônibus numa tarde pacata de terca-feira. Eram 17h. Caminhando pela calçada, aquela visão feminina de 180 graus acusou uma pessoa invadindo a minha bolha. Ao olhar ao lado, eis que vejo um mendigo desdentado e descabelado com um saco nas costas, digno de qualquer terror infantil. Ele sorria e dizia alguma coisa impossivel de entender. Talvez fosse pela falta de dentes.
Eu, assustada, apertei os passos, mas ele não desistiu e vinha atrás de mim. Quando achei que seria agarrada, eis que aquela mesma visão 180 me acusou que ele saiu da minha bolha. Ufa!
Atravessei a rua e quando olhei para trás para me certificar de que ele realmente havia desistido, um belo rapaz estava com ele pelo cangote como quem dizendo "Deixe a moça em paz". Achando aquilo muito estranho, afinal, quem nesta cidade se importa com os nossos problemas? E apertei o passo mais uma vez. E para minha surpresa, desta vez, não foi o mendigo que veio correndo atrás de mim, mas sim aquele que me salvou."Você está bem?" Eu mal respondia porque a adrenalina estava a mil. "Eu vi aquele sujeito te perseguindo desde que você desceu do ônibus" E a única coisa que eu conseguia dizer era "Obrigada". E ele dizia "Fique calma". E com a mesma gentileza de ter me salvado, aquele desconhecido me acompanhou até a porta do prédio onde eu ficaria. Somente consegui agradecer. Nem mesmo o seu nome eu perguntei. E como já dizia o Bowie "We can be heroes just for one day" E essa é a história de um dia do meu herói.



Resolução para 2013


Por 5 anos encarei a minha vida em São Paulo como algo temporário. Como se, em breve, minha coisas não passassem de um monte de caixas empilhadas numa sala vazia. Pois refleti e concluí que nada pode ser tão definitivo que me impeça de mudar, e tampouco tão provisório que me impeça de viver. #decidi criar raízes, afinal, o melhor lugar do mundo é onde o nosso coração está.

Queimando o sutiã

 
 
 
Não sei de vocês, queridas amigas, mas confesso que há dias que eu penso: que ideia daquelas feministas em queimar o sutiã, afinal, ser tão independente cansa! E essa semana eu tive um dia desses: meu chuveiro deu curto no meio do banho, com shampoo no cabelo e com direito a chaminhas. Depois do susto e de soltar uns gritos, eu tive de parar e respirar. E morar sozinha tem suas delícias e seus dra...mas... E que drama! Afinal, oh e agora, quem poderá me defender?! O Chapolin que não! Ainda bem que tem you tube e google e acreditem: eu encontrei a resposta e pelo telefone meu pai confirmou. Moral da história: embora de imediato eu tenha pensado maldito sutiã, pouco tempo depois, com o chuveiro funcionando, a sensação foi de alívio. Uma por terminar o meu banho e outra porque graças àquele sutiã, hoje nós temos escolha. Não importa se a gente escolhe o tricot, o trabalho, um marido ou tudo isso junto. O importante é escolher. Feliz daqueles que estão com pessoas, estão nos lugares, estão numa situação e estado civil por uma questão de escolha e não de necessidade. Que tenhamos a benção da escolha nas nossas vidas e que a necessidade venha para o aprendermos algo novo, que seja consertar o chuveiro. Viva o banho quentinho!#as delicias e os dramas de morar só.
 
 

Porque eu gosto de sentar na janelinha

Dormir sem ser interrompida, observar a cidade como se fosse uma grande maquete, ter o poder equivalente ao controle remoto: janela fechada - janela aberta e, principalmente pelo momento da aterrissagem. O avião mal parou e se ouve uma sinfonia de "cleck-cleck". Todos levantam, mesmo que de mal jeito e ali ficam curvados maltratando o pescoço e a coluna por cerca de 3 minutos, aguardando desesperadamente "Portas em Manual". Tenho observado esse comportamento e hoje pensei que deve ser psicológico: vai ver que levantar, ficar todo torto e espremido faça com que os 3 vire 1 minuto e que a conexão com o solo aconteça num piscar de olhos. Penso que esse comportamento é reflexo do "ligado no 220v". Num mundo de velocidade, a espera não tem lugar. Gosto de estar na janelinha principalmente na aterrissagem porque vale a pena aproveitar esse pequeno momento e virar a chave para os 110v: permanecer sentada, respirar, poupar o pescoço, apreciar as asas e as estrelas. E esperar. Esperar pelo momento certo em que a porta se abre e voltar a chave. O tempo passa igual para todos. Ser bivolt.